Na concretização do plano anual de atividades da disciplina de EMRC para este ano letivo e no seguimento da concretização das aprendizagens realizadas na unidade letiva “A arte cristã, expressão de fé, lugar de beleza”, os alunos da turma D que frequentam a disciplina, do 12.º ano do Ensino Profissional, realizaram, no dia 27 de Março, uma visita de estudo a Lamego, acompanhados pelos professores Francisco Saraiva e Paulo Couceiro.
O primeiro ponto de paragem foi o Museu de Lamego, antigo Paço dos Bispos – uma construção do Barroco setecentista que, há várias décadas, vem sendo ocupado pelo Museu desta cidade e onde se guardam algumas das melhores obras de arte da Sé e de outras casas religiosas da região.
Seguiu-se a Sé Catedral de Lamego, datada do século XII, um imponente monumento dedicado, em 1175, a São Sebastião e a Santa Maria, mas que só viu a sua conclusão acontecer provavelmente em 1191. Com o passar dos anos e as respetivas obras de remodelação que viria a sofrer, o seu original perfil românico foi alterado significativamente, mas sem nunca perder a sua beleza. O deslumbrante interior da catedral cativou desde logo a atenção dos alunos e professores, com especial destaque para os tetos, majestosamente pintados no século XVIII pelo pintor-arquiteto italiano Nicolau Nasoni. Depois, ainda houve tempo para descobrir nas naves laterais e os vários altares barrocos.
O tempo não estava de feição e, por isso mesmo, não foi possível subir a pé os 686 degraus que terminam num santuário rocaille, erguido em meados do séc. XVIII à veneração de Nossa Senhora dos Remédios. Contudo, a grandiosidade do conjunto, rodeado pela mística do denso arvoredo que forma o Parque de Santo Estevão, deixou-nos a certeza de um dia querer voltar para um simples passeio em família.
Já na reta final desta nossa visita, seguimos para o Mosteiro de Nossa Senhora da Eucaristia, das Monjas Dominicanas Contemplativas de Clausura, ali tão perto. Chegámos ainda a tempo de participar num dos seus momentos diários de oração (são sete!), a hora menor. Depois e para surpresa de todos, a comunidade parou todos os seus afazeres para estar connosco, partilhar a sua alegria, simplesmente dialogar e responder às perguntas que alguns tiveram coragem de fazer. Um momento no qual nem demos conta de o tempo passar… mas onde nos sentíamos tão bem. Ofereceram-nos algumas amostras do seu trabalho diário (confeção de hóstias para toda a diocese e bolinhos conventuais), que possibilitam economicamente a sobrevivência da comunidade, mas a verdadeira riqueza está noutro lugar… e aquela verdadeira felicidade estava ali tão perto de nós, onde “as grades físicas” pareciam deixar de existir, tal foi a generosidade com que a comunidade de Irmãs nos acolheu.
No final, cumprimos a tradição de degustar as famosas bolas de Lamego e depressa chegou a hora de regressar a casa de coração cheio, para agradecer a todos os que tornaram possível a vivência desta experiência.
Feliz Páscoa para todos !