Carta Editorial

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Cada vez mais impera pensar na escola como uma organização que aprende, líder de constantes mutações educativas. É à escola, centro de proliferação de saberes e de desenvolvimento de competências, que se exige a formação de cidadãos responsáveis, autónomos, ativos e empreendedores.

Movidos pela evolução tecnológica, os jovens contemporâneos apresentam-se como verdadeiros “nativos digitais”, preferindo o visual ao textual, o aleatório ao sequencial, leituras curtas e rápidas, o domínio oral em detrimento do escrito, aglomerando várias tarefas ao mesmo tempo. Detentores de competências digitais quase inatas, convivem de uma forma ativa e dinâmica nesse ambiente, solicitando continuamente um acompanhamento consciente dos profissionais de ensino. Impera destacar que esta geração não promoveu a atual mudança tecnológica, ela nasceu nesta evolução, considerada a sua “língua mãe".

É precisamente este o grande desafio da escola do século XXI: formar alunos que têm formas de raciocinar, valorizar e atuar no seu “habitat” de aprendizagem: o digital. Neste contexto, o Jornal Diálogo, com mais de uma década de atuação na comunidade educativa de pertença, apresenta, agora, a sua versão cem por cento digital, online, com todas as potencialidades que a sustentam.

Nesta envolvência, destaca-se o dinamismo e a celeridade das publicações, que poderão testemunhar, em tempo útil, as atividades realizadas, ou os pensamentos / reflexões conseguidas.

Mas porque entendemos que o formato de criação do periódico é a sua “imagem de marca”, nascerá uma versão em papel, no final do ano letivo, em que estarão compilados os textos noticiosos que o contêm, respeitando a data da sua criação.

Sempre se registou como objetivo primordial a criação de um espaço de divulgação da Escola, de testemunho livre de todas as atividades promovidas pelos docentes e heroicamente protagonizadas pelos nossos alunos, um contexto em que se pudesse refletir sobre valores, atitudes, acontecimentos, cultura, educação. Não obstante, o processo de construção de um jornal escolar revela-se complexo, só possível de concretizar se a colaboração de todos for constante, se o observarmos como nosso, independentemente da sua génese, do seu formato, da sua cor, da sua textura… Neste contexto, continuamos a lançar o desafio da escrita, da partilha, da discussão, da crítica, da reflexão.

Entendemos que o segredo da escrita é ter o que dizer e fazê-lo com consciência e clareza, tal como registou o poeta chileno Pablo Neruda: “escrever é fácil… começa-se com uma maiúscula e termina-se com um ponto final, no meio acrescentam-se ideias”. São estas ideias que pretendemos conhecer nos escritos daqueles que gostam de partilhar e de dialogar, que nos acompanham diariamente, que nos ouvem, que nos questionam, que testemunham ou protagonizam as atividades desenvolvidas numa escola interventiva.

Aguardamos por todos!

Graça Rocha

Coordenadora do Jornal Diálogo